Por Dra. Giulianna Mendes Ferrero — Fisioterapeuta Neurofuncional
CREFITO 3: 159232-F
Balance Fisioterapia Neurológica – Moema, São Paulo
Referência em neuropediatria
Introdução
Quando os pais começam a notar pequenas diferenças no formato da cabeça do bebê — um lado mais arredondado, outro mais plano, uma sutileza no contorno facial — surge a dúvida que mais escuto no consultório:
“Isso é normal ou devo me preocupar?”
E essa pergunta é essencial, porque existe uma linha muito fina entre o que é esperado no início da vida e o que precisa de intervenção rápida.
A verdade é que:
👉 Alguma variação de formato é comum no início, mas assimetria que se mantém, progride ou interfere na rotina nunca é simplesmente ‘normal’.
A grande questão não é se há uma assimetria. É como ela se comporta, melhora? piora? se mantém? afeta a forma como o bebê se movimenta?
Na Balance Fisioterapia Neurológica em Moema, entendemos que interpretar a assimetria corretamente exige olhar para três elementos:
- o formato;
- o movimento;
- o comportamento do bebê.
E é isso que este artigo vai te ensinar:
– o que é esperado,
– o que precisa de atenção,
– quando investigar,
– e quando a fisioterapia deve entrar imediatamente.
1. O que pode ser considerado “normal” nos primeiros dias?
Nos primeiros dias após o nascimento, especialmente se houve:
- parto vaginal,
- uso de fórceps ou vácuo,
- encaixe prolongado no canal,
- cabeça muito moldada dentro do útero,
As variações de formato são bastante comuns. O crânio ainda está se acomodando à vida fora do útero.
Essas alterações costumam ser:
✔ temporárias
✔ simétricas ou quase simétricas
✔ discretas
✔ sensíveis ao toque
✔ não associadas a preferência postural
E principalmente tendem a melhorar rapidamente nas primeiras semanas.
Se a assimetria está diminuindo sozinha, existe grande chance de ser algo fisiológico.
2. O que deixa de ser normal?
A assimetria deixa de ser considerada fisiológica quando:
- mantém o mesmo padrão ao longo das semanas,
- fica mais evidente nas fotos do bebê,
- interfere na forma como ele gira a cabeça,
- está associada a sono sempre para um lado,
- se intensifica entre o 2º e 4º mês,
- começa a afetar a simetria do rosto,
- muda o alinhamento das orelhas.
E o ponto mais importante:
👉 Assimetria que persiste não é estética; é funcional.
Por trás dela, quase sempre há um padrão motor, postural ou muscular que precisa ser reorganizado e isso não acontece sozinho.
3. O que causa assimetria que não melhora espontaneamente?
Aqui na Balance Fisioterapia Neurológica, entramos no campo funcional, e é onde a fisioterapia se destaca.
A assimetria se mantém quando existe um “motivo escondido”, como:
1. Preferência de apoio
O bebê se sente mais confortável encostando sempre num mesmo ponto.
2. Restrição leve e silenciosa na cervical
Às vezes o pescoço “não vira bem”, mas o bebê não demonstra incômodo.
3. Dificuldade de sustentação ativa da cabeça
Quando a musculatura não sustenta bem o peso, o bebê “desaba” sempre do mesmo lado.
4. Organização sensorial assimétrica
O bebê presta mais atenção a um lado luz, voz, entrada do quarto e passa horas olhando na mesma direção.
5. Construção de hábitos que reforçam o padrão
Carrinho, bebê conforto, berço e até posição no colo formam repetições diárias que moldam o formato.
Tudo isso gera um ciclo:
assimetrias de movimento → assimetrias de pressão → assimetria craniana.
4. “Mas é só estético ou tem impacto no desenvolvimento?”
Essa é a dúvida que mais preocupa os pais e com razão.
Quando a assimetria é leve e transitória, geralmente não afeta o funcionamento motor.
Mas quando ela se mantém e progride, os impactos aparecem:
✔ bebê que não olha igualmente para os dois lados
✔ rolar preferencial
✔ dificuldade de pegar objetos com uma das mãos
✔ menor participação de um lado do corpo
✔ desafio para manter a cabeça na linha média
✔ atraso discreto em marcos motores iniciais
Esses sinais indicam que a assimetria já está influenciando a função, não apenas o formato.
E, nesse momento, esperar só atrasa a evolução.
5. Como saber se a assimetria precisa de tratamento?
A Balance Fisioterapia Neurológica usa três critérios técnicos, fáceis de entender:
CRITÉRIO 1 — Evolução
Se a assimetria está aumentando ou está igual há mais de 2 semanas → tratamento recomendado.
CRITÉRIO 2 — Movimento
Se o bebê:
- vira melhor para um lado,
- olha sempre para um lado,
- rola mais para um lado,
→ Há um componente funcional que não vai corrigir sozinho.
CRITÉRIO 3 — Idade
Quanto menor o bebê, maior a capacidade de remodelação. E isso também significa que qualquer assimetria pequena pode virar grande muito rápido.
Por isso, quanto antes avaliamos, melhor o resultado final.
6. Quando a fisioterapia deve ser iniciada?
A recomendação da Balance Fisioterapia Neurológica é clara:
👉 A fisioterapia deve começar quando não há mais melhora fisiológica na assimetria.
Ou seja:
✔ percebeu que não está melhorando?
✔ percebeu que está ficando mais evidente?
✔ percebeu que seu bebê “favorece” um lado?
Esse é o ponto exato para iniciar.
Não existe benefício em “esperar para ver”. Essa espera é o que mais prejudica o prognóstico.
7. O que a fisioterapia faz quando a assimetria já está instalada?
A intervenção é centrada em três objetivos diferentes:
1. Reprogramar a maneira como o bebê usa o corpo
A Balance Fisioterapia Neurológica trabalha para reconstruir:
- o eixo corporal,
- a linha média,
- os ajustes posturais,
- a estabilidade cervical ativa,
- a orientação do olhar,
- a exploração bilateral do ambiente.
Quando a criança passa a se mover de maneira equilibrada, o corpo deixa de reforçar o padrão assimétrico.
2. Criar diversidade de movimento
Bebê com assimetria costuma ter repertório motor pobre.
Por isso, trabalhamos:
- trocas de apoio,
- múltiplas direções de movimento,
- rotações diferentes,
- estímulos cruzados,
- desafios controlados.
Esse enriquecimento motor dá ao bebê novas maneiras de organizar a cabeça no espaço.
3. Ajustar micro-hábitos da rotina
Esse ponto é decisivo e poucas clínicas realmente fazem.
A Balance Fisioterapia Neurológica reorganiza:
- o ambiente visual,
- o posicionamento no colo,
- a forma de estimular o olhar,
- o sentido das interações,
- as oportunidades de inclinar e rotacionar,
- a distribuição de tempo de cada postura.
Não trabalhamos só o bebê. Trabalhamos o mundo ao redor dele.
8. O que esperar do tratamento?
Os pais observam:
✔ melhora na mobilidade da cabeça
✔ mais atenção para os dois lados
✔ maior interesse por estímulos bilaterais
✔ rolar mais simétrico
✔ apoio mais equilibrado
✔ redução progressiva da diferença craniana
✔ rosto mais alinhado
✔ comportamento mais ativo
A evolução é perceptível — e muito reforçadora.
9. Conclusão — Então, assimetria craniana é normal?
A assimetria leve e transitória pode fazer parte da adaptação pós-natal.
Mas:
👉 assimetria que aparece e não melhora,
👉 assimetria que progride,
👉 assimetria que se associa a preferência postural,
👉 assimetria que afeta movimento,
Não é normal.
É disfuncional.
E precisa de intervenção especializada.
A Balance Fisioterapia Neurológica em Moema é referência exatamente porque entende o bebê como um sistema integrado e não como um crânio isolado.
Aqui, tratamos a causa, movimento, comportamento, ambiente e desenvolvimento, tudo ao mesmo tempo.
Agende agora a avaliação na Balance Fisioterapia Neurológica em Moema.
Se você notou assimetria no seu bebê e ainda está se perguntando se “é normal”, esse já é o primeiro sinal de que vale avaliar.
👉 Agende uma Avaliação Neuropediátrica na Balance Fisioterapia Neurológica em Moema. Vamos identificar se a assimetria é fisiológica ou funcional, esclarecer cada detalhe e, se necessário, iniciar o plano de correção com precisão.
A simetria volta, a confiança dos pais também e o desenvolvimento agradece.